sexta-feira, 20 de maio de 2011

fragmentado instante

Numa manhã qualquer, de uma sexta-feira qualquer, depois de ter revirado o mundo...
A televisão acessório chama a atenção, uma frase simplesmente ecoou mais alto, se fez ouvida em meio ao emaranhado de informações. Nas teias cotidianas....
Uma professora de dança de salão ensinando o tango instantâneo:
“_Excelência se reconhece por repetição, repetição, repetição, repetição!”
Sabe quando a atenção está fragmentada absorta em mil direções opostas, contrastantes, concordantes, tudo ao mesmo tempo e mais um pouco?!
Os sons também se apresentam fragmentados, algo da rua como o ritmo frenético do trânsito caótico, os ônibus rangendo seus cardãs, as buzinas agudas agonizantes, o asfalto escaldante, os seres errantes, as ratas das ruas, seus rótulos deturpados, notáveis cacofonias.
A fumaça à meia luz, as partículas de poeira, as roupas e objetos displicentemente posicionados formavam a cena.
Nada além de rotina, romaria incansável, melancolia.
Agonia, vertigem, rodopia.
Angústia de incerteza.

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