Mostrando postagens com marcador Imagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imagens. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2012

Pêndulo do inconsciente


Há de se ater sempre
num contínuo esforço imaginário
onde toda obstinação de visagem  
investida em  viagens de pensamento
se ancore ou decante

seu desdobrar era como um pendulo poderoso,
ora ia cheio de mistério,
ora voltava cheio de criatividade
trazendo imagens tão fluídas
como símbolos do inconsciente

presença de trajeto
entre o nada e o excesso




segunda-feira, 11 de junho de 2012




O intermediário entre o efêmero e o eterno
fluido sedimento cósmico
O que da terra escorre e
o que da terra é
forma e feito
transição
travessia
água e
pó


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Arte poética

*Imagem capitada e registrada por mim em maio de 2012- Captólio-MG.


Fitar o rio feito de tempo e água
e recordar que o tempo é outro rio,
saber que nos perdemos como o rio
E que os rostos passam como a água.

Sentir que a vigília é outro sonho
que sonha não sonhar e que a morte
que teme nossa carne é essa morte
de cada noite, que se chama sonho.

No dia ou no ano perceber um símbolo
dos dias de um homem e ainda de seus anos,
transformar o ultraje desses anos
em música, em rumor e em símbolo,

na morte ver o sonho, ver no ocaso
um triste ouro, tal é a poesia,
que é imortal e pobre. A poesia 
retorna como a aurora e o ocaso.

Às vezes pelas tardes certo rosto
contempla-nos do fundo de um espelho;
a arte deve ser como esse espelho
que nos revela nosso próprio rosto.

Contam que Ulisses, farto de prodígios,
chorou de amor ao divisar sua Ítaca
verde e humilde. A arte é essa Ítaca
de verde eternidade, sem prodígios.

Também é como o rio interminável
que passa e fica e é cristal de um mesmo
Heráclito inconstante, que é o mesmo
e é outro, como o rio interminável.



BORGES, Jorge Luis. O fazedor. Tradução de Josely Vianna Baptista. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

quinta-feira, 26 de abril de 2012




"Tudo que o coração deseja pode sempre reduzir-se à figura da água". 
Paul Claudel in BACHELARD, Gaston- "A água e os sonhos"

                                                                             

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OjO


Por hora farei mistério quanto a origem e o significado desta imagem acima desenhada por mim, no entanto adianto que ela me apareceu em sonho ou em algum estado de consciência parecido. 
Peço solicitamente ao meu público leitor, que se caso alguém já o tenha visto ou faça qualquer associação a ele, que se manifeste ou me procure por email ou msn para conversarmos melhor a respeito.
Acompanho este post com uma pergunta aberta e destinada à vocês:

O que se sonha é seu?

EGO-OJO-EGO-OJO-EGO-OJO-EGO
OJO-EGO-OJO-EGO-OJO-EGO-OJO

                                                                                                  Atenciosamente, 

                                                                                                    Flávia Amaro



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tosses, suspiros e sussurros



Respiração que tende a dormente centelha imagética
balão incandescente correndo as pastagens
às paragens absortas de desfiladeiro de fenda abissal
flor de cerrado e inspiração
.............................................
auto-conhecimento e altruísmo- qual a relação?
como definitivamente empregar as horas?
como não me consumir?
*Lucas Laender, 2000. Na parede do meu antigo quarto na casa dos meus pais.


sábado, 8 de outubro de 2011

COCHICHO



Escuta o meu sussurro
No meio de lajotas e retalhos.
Saio alinhavando saudades
Não sei se vira tapete ou colcha
Só sei que tia Luzia está luzindo lá
Brincando de estar viva
Trazendo antigamente em cestas de vime
Com fitas, agulhas, linhas
E promessas de gente grande
E eu, menina de olho comprido,
Peço pra ser a moça dos sonhos.

Caseio textos nas salas do mundo
Prego botões de poesias nas minhas relações
Arremato com lantejoulas coloridas de adjetivos
Cirzo com verbos os remendos de tantas histórias.
Escapo pé- ante- pé, tiro os sapatos
Enrolo-me nas fitas, agulhas e linhas
Danço no salão das horas.
Bailarina, balanço a vida
Que me fala baixinho, baixinho:
Estou gostando da trama.
Toma tesoura, mais cor, pano, linha...
                           
                                    Lourdinha Barbosa

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Minas



Araxá-MG


Alterosas curvilíneas escondem
suas minas subterrâneas
por onde a água corre
em filetes capilares
abraçando os montes
brotando de nascente cintilante
e jorrando em queda cachoeira





domingo, 25 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Letra à litro


Luminárias de pétalas claras
cascata
anjos acesos e multicoloridos
fluidos
labirinto de copas rosas
fragatas
caleidoscópio
brilho


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Carcarás e girassóis







Imagens captadas por mim no início de junho de 2010
em um campo de girassóis nos arredores de Araguari-MG.





domingo, 29 de maio de 2011

Cavalo alado




Oh! Grande senhor das horas do tempo imaculável,
por todas as voltas que essa esfera dá,
em torno de si e em torno do sol, te rogo:

me apresente algo que paire para além dos círculos de um girassol
que não seja pressão de cachoeira em queda livre
arvorecer em horizontes de esticar a vista
planaltos e planícies douradas
ou brisa de campo rosado.

Tenho anéis de cerrado
cercando-me.


Ah! Que blasfêmia voz digo
portentosa alegria só se encontra no entrevo
do desfiladeiro de força centrípeta

nem lá, nem cá

 na travessia...
pontilhão de arruaça
 tênue linha.

Enquanto a  terra gira à pina...


Vem logo,
vem me buscar
cavalo alado dos dias,
por aqui o vento venta apressado
uivando e chamando toda a matilha

Aqui nada se esvai ou dilui
à total revelia

Toma de pulso certeiro
sua vida, seu tino
que o mais ao passo de trotes
é o mesmo destino console acolhido

Pra ganhar imensidão de céu azul!
É preciso arriscar,
alcançar a fronteira
daquele rincão encantado
de soalho molhado fecundo
ante a ribanceira.









sábado, 28 de maio de 2011

Por entre os vãos

Por entre vãos passeios,
venta a brisa suave


através das tantas portinholas que se abrem


pelas ladeiras de ladrilhos gastos


por tanto chão batido

 refúgios por onde a água passa


um conforto, 
 corre largo em mim minhas Minas.


Imagens captadas por mim em janeiro de 2009 na cidade de Tiradentes-MG.
Equipamento utilizado: Câmera Cyber Shot DSC-W270
Tratamento: nenhum


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bucólica

Conhecida popularmente como "Mirandinha", esta cachoeira fica a aproximadamente 30km do município de Uberlândia-MG. Saída pela BR 365 sentido Patrocínio-MG.















Não, São Paulo não me cativou nesse ano. Para mim, privilégio não é estar onde “todo mundo está”, mas estar em um lugar onde se pode, num ...