Mostrando postagens com marcador não classifico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador não classifico. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de maio de 2011

No tocante a um instante fugidio...


sopra me ouvido o nome, sempre assim, como pensamento forte, como certeza inabalável, como sutis sinais rituais, que de tempos em tempos me movem, dizer que são guias me tiram o mérito? Fruto da minha imaginação? Tormenta, confusão? Ilustração? Encantamento? Hilda Hist queria ler-te hoje, sabia de ti desde a noite passada no convento das freiras enclausuradas, cujos pesados hábitos me habiavam por reclusa e repressão. Não sabia que por debaixo destas vestes se encontrava mestiça de camaradagem e harmonia, por de fronte toda sorte de sortilégios, por detrás garras de leoparda estanque. Nada disso me afetaria entre partes, nenhuma sequencia de azulejos adornados, nenhuma água morna, nada de morno jamais, gosto das extremidades, do quente - fervor, do frio enevoante e estilhaçado. Dentes cravados esfera por esfera, marcando fundas depressões na pele, pigmento, desa(pimentado) pigmaleão. Desavergonhada história sem pé nem cabeça, debaixo da mesa em meia estação.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Palácio das Águias - Guaxupé-MG




Olá leitores, 

Em junho do ano passado publiquei fotografias e um pouco da história que se contava acerca do “Palácio das Águias - Guaxupé-MG” - um casarão localizado na cidade de Guaxupé-MG. Os relatos de alguns moradores do entorno me informaram em conversas informais e despretensiosas que se tratava de uma casa mal assombrada. 

E como diz o ditado popular e acrescentou um amigo em seu comentário, “quem conta um conto, aumenta um ponto” e a versão das ruas, não é a versão da família, que se manifestou com comentários esclarecedores.
A versão contida na postagem anterior contém o mito, já esta aqui contém as devidas retificações baseadas nos relatos  que os próprios familiares de  Fito Puntel, idealizador e construtor do Palácio das Águias acrescentaram. Trago também uma imagem original da década de 30, carinhosamente ofertada por Ulisses Caio Puntel (tataraneto).

O arquiteto italiano Giuseppe Puntel, conhecido entre seus amigos e familiares como Fito teve na verdade vários filhos, como apontou Ulisses (tataraneto) em um comentário. Segundo ele seus nomes segundo são: Adua, Mussulini, Hitler, Itálico, Marconi, Luiza, Iolanda, Orlando Anúncio, Aurora, José Filho Homero e outros. Ulisses sugere também a visita ao site: “http://www.genealogiapuntel.com/” que contém toda a genealogia de sua família e recomenda: “É só clicar em Giuseppe Puntel / Pêta”.
De acordo com os comentários realizados neste blog, na postagem referida, Fito nunca matou nem sequer teria maltratado nenhum de seus filhos. No entanto, teria acontecido um importante incidente desagradável com um de seus filhos, o Mussolini, que aos seis anos de idade caiu de uma das torres do Palácio e sofreu consequência, apresentando seqüelas cerebrais. Foi em função dessa fatalidade que a comunidade local acabou gerando falácias que resultaram na construção de um mito de mau agouro em torno do Palácio.

Ainda conforme Débora, nora de Maria uma das filhas de Giuseppe Puntel adita, os sete filhos do segundo casamento chamam-se: “Iolanda, Itálico, Marconi, Luiza Adua, Mussoline, Hitler e Maria”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O título era mais sugestivo que o conteúdo - expressões de subjetividade multifacetada.


Queria escrever sem intenção prévia de postar, mas com o hábito de cultivar um blog as idéias escritas de uma forma quase que automática acabam sendo por mim postadas antes mesmo de serem devidamente pormenorizadas.
Numa abstração me remeto a um tempo sem internet, tempo em que eu quase nem me lembro mais, justo eu que testemunhei as mudanças, que sou da geração dos primórdios da popularização dessa transformação interligada mundialmente, eu que tive amigos de Cairo e no Moçambique. conectada desde 98. (rs)
Antes disso os escritos podiam nunca sair de esboços manuscritos e que de uma forma ou de outra atendiam a parâmetros pré-estabelecidos. Os versos ficavam contidos?
Hoje num tempo dinâmico, o que não necessariamente é uma qualidade, a informação é inexaurível.
 Eu mesmo muitas vezes posto por postar - interações "googadas", dos idos mirc e ICQ para os blogs e facebooks à perder.
E neste contexto, o que escrevo salvo raras exceções não mais me pertence, é do mundo, é poeira perene de ciber significações, é projeção virtual, escapa à realidade de fato, fatídica, esquiva.E isso é assustador!
 Dos diários evoluí-se (ou regredí-se) para um blog visitado por pessoas de países que não falam minha língua, como exemplo: Hungria, Eslováquia e/ou Turquia.
 Os blogs tem seus próprios formatos e seguem formulando-se por aí.
 Nessas proporções deveria analisar melhor, talvez eu não gostasse de me projetar assim, tão parca, tão aberta, tão esboço de mim mesma, tão ingênua e desnuda.
Em primeiro lugar não consigo sequer descrever este blog, não posso chamar o que faço de poesia, talvez sejam mesmo alguns versos sem nexo para além da rima e da pura e simples abstração instantânea.
 Na verdade há de se averiguar de perto, e estou aberta à interações.
Mas não se iluda caro leitor, tudo não passa de uma projeção, que uma vez projetada em tela, passa a não mais me pertencer.
Pertence à esse turbilhão de informações conectadas.
Sem mais, me apresento humildemente mineira, com a melhor das intenções.
Na consciência inevitável que posto mesmo sem deduzir a dimensão, mesmo sem saber o real motivo da projeção, às vezes oscilo na medida da exposição.
Na verdade queria mesmo era ser ainda mais explícita, falar sobre tudo que me intriga.
Vontade de dar a cara à tapa como atitude altruísta. Servir como boi de piranha.
 _ Vamos, mirem-se nos meus frugais exemplos e aliviem-se.
 Deságüem um pouco de previsibilidade perecível no transcorrer da retina na tela.
 Todos sentem, uns mais, outros menos, uns nos intervalos de suas ocupações, outros nas ocupações de seus intervalos.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Início de ano

Nenhuma iluminação profana
liturgia ritualística holística

Diálogos desconexos travam suas similitudes

buscando o iluminamento

de luzes incandescentes
de folguedos espontâneos
de labaredas em chama

no silêncio das línguas entrecruzadas
 cangote e colherzinha

Ritmo lento, porém certeiro
devagar se vai ao longe...
necessidade de contentamento!

fogo de palha?
Já ardeu!

fogueirinha?
É possível, basta alimentar a brasa.


(na imagem um homem caminha sob a chama)



sábado, 18 de dezembro de 2010

Auto-observação contínua...



Minha vida se alterna em fases diametralmente opostas. A expressão "ciclo" na minha opnião pressupõe a idéia de um processo, com um início definido, um desenrolar dos fatos com o conseqüente término de uma determinada etapa de vida. Os ciclos são circuitos fechados e que se findam, já as fases ao contrário, estão abertas, sujeitas a constante mutação e oscilam sem regularidade previsível.

Com relação à alternância em fases, creio não poder atribuir à esta característica intrínseca do meu comportamento motivações de ordens externas, nem tampouco estritamente internas.
Nesse complexo e infindável processo razão, emoção e uma subjetividade intersubjetiva se articulam para fixar minha conduta social regulada por determinados períodos inscritos no tempo- espaço.

Geralmente altero fases intensas, como a que eu venho atravessando agora por exemplo. Onde estou mais centrada, mais voltada a um recolhimento e reclusão domiciliar voluntária, de canalização da minha atenção num determinado esquema. Daí ,quando percebo esse foco já se tornou fundamental, como se eu tivesse nascido para executar tal função. Nessas fases, geralmente me pego conversando com os meus amigos apenas sobre o assunto que se tornou foco do meu interesse no momento. Não existe um meio termo. Dificilmente consigo agregar vários interesses num só recorte de momento existencial. E o pior disso tudo é que, se meu interesse muda, essa fase fica aberta e ininterrupta.

Mas felizmente tenho conseguido alguns progressos nesse sentido e transposto de vez várias questões. A finalização desses ciclos foram importantes para o despertar de novas realidades.

É preciso haver morte para haver vida. Das cinzas nasce uma fênix fortalecida.
Continuo....

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bad Romance



Senti morte- Nefertiti
Sabia do inevitável...
 Sonho inventado?!


De novo seu hálito inebriante

Sorvi seu fôlego mentolado

Sua saliva sabor saudade



Percorri todo o trajeto para por fim te encontrar,

numa rodoviária esparsa atenção,

meias rasgadas no taxi-corujão



Dois tragos e meio de birita

na esquina, sempre na esquina...

curva de rio!!!


Bias Fortes com Tupinambás

“Guajajaras, Tamoios, Tapuios,

Tupinambás, Aimorés, todos no chão...”

Um bom jazz,

a companhia,

e talvez uma serenata de marmanjos mal arranjados

entusiasmados com a situação.



Um quarto, conceito

Tempero para tudo!


Modorra Sodoma e Gomorra


viver é privar o devir do existir

Provar o elixir de cicuta acerba,

Morrer com a boca repleta de formigas debaixo de sua mesa.


Já chega! (huhauahuahuahuahua)




quarta-feira, 19 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Viver é muito perigoso!

Minha curiosidade pela condição humana vem me conduzindo por tortuosos e enigmáticos caminhos transversos para além da hipocrisia.
São elos que se criam amordaçados em máscaras fortuitas,
os mesmos dilacerados pelo desligamento defensivo-compulsivo.
Não passam de estímulos nervosos tencionados por humanidades tortas,
frouxas, insossas, devassas, salientes e transcendentes.
Nessa roleta-russa alucinada, nessa madrugada exterminada,
Vou fazendo a trajetória inversa Déjà vu.
Vou construindo não-lugares de desespero,
Nosferatus do desejo,
Mausoléu vivo em recordações dispersas.

Viver é muito perigoso!
Não confluências podem ser desastrosas.
É preciso ter cautela e precisão, qualquer passo em falso pode levar ao abismo, ou ainda à contradição.
Não se afogue em nada, tente ao menos um motivo digno.

Viver é muito perigoso!
Mundanas mutações orgânico-sociais
O aparato técnico de que dispõe as esferas comuns da vida privada aparecem reforçados e esgotados no superficial recolhimento do devir ilusório. São transações normativas de caráter ético, intrinsecamente pessoais e capazes de reprimir atitudes autopunitivas e autodestrutivas.
São comportamentos, massificados e repetitivos. Tenho medo disso!

Viver é muito perigoso!
Nenhuma dinastia Siciliana passional me irrompeu essa tarde,
Sigo tranqüila e hesitante,
Cambaleando no labirinto que eu mesma edifiquei
Absorta em construções imagéticas vagas e circundantes,
corrosivas como só a brisa do mar sabe ser.
Letal, passiva, liturgia irracional.
Domínio do nada! Ou do quase nada.

Domínio do tempo



Quando se julga dominar o tempo, percebe-se e admite-se que na verdade, é ele quem o domina.

Corsários


Créditos: Primo Tacca Neto
http://www.flickr.com/photos/interneto/3278244001/


A excitação não trilha caminhos esperados, acontece espontaneamente e pode ser despertada por um qualquer, imune de apresentação.
Protejo o protocolo de conduta para falsos corsários no meu coração, e espero que sejamos libertinos, como um gozo alado na escuridão.

mestiçagem ancestral



Trajetória infame da formiga
quer chegar ao doce da vida,
mas é sabotada a meio caminho.
Melhor então ser uma vespa,
Que de tão vesga, não consegue distinguir o “terço do turco”e segue distinta.
Já a cabrita,
esbraveja,
sobe nas canelas e supõe ingratidão.
Poliniza como as abelhas, néctar de sedução
e encontra na anca das vacas, a forma inata da mestiçagem ancestral.

Não, São Paulo não me cativou nesse ano. Para mim, privilégio não é estar onde “todo mundo está”, mas estar em um lugar onde se pode, num ...