sexta-feira, 24 de março de 2017

Cérebro hedônico
escravo da civilização

como sobreviver nos prados? padronização

o que importa para além do sentimento? (sentido)
nada por ser construído

qualquer definição é falha
consensual?

Quem consentiu?
a quem importa os consensos

para quem importa as cotidianidades impostas?

escrever sobre o embaralhar de palavras
fatos falhos e alegorias

O que é imediato à carne entorta
convulsões anímicas e já se passou mais um dia

o sol brilhou e des brilhou
caiu a noite
o que falta é o que excedeu pra dentro

fantasmas florescem na escuridão
o silêncio serve para sorvê-los devagar

tic tac

ponteiros de um relógio interno giram
em movimentos intermitentes
pairando em circular, feito hélices
som de peças rangendo
e uma engrenagem dentada
lentamente a me mastigar



terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No vácuo das virtudes virtuais



Vírgulas aéreas – não posso suportar torpe acusação
convivo com voyeurs anímicos animados por correntes elétricas
da entrega desencapada à desconfiança traiçoeira
persecutória alegoria de escuta
dos espasmos do silêncio na calada da noite
do ronronar dos tímpanos suscetíveis à ínfimas variações
do tencionar via empatia

lealdade de nada
não morde
só sorri



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

sobre a vespa e o caos

Havia um vespeiro caótico no meio do nada
se já havia.....o que havia? Nulidade prenhe de
vespas que ferroam as próprias vespas

na iminente tentativa de auto-organização
ferroadas mútuas dizimavam vespeiros

depois a descoberta da resignação como solução para a barbárie
e a palavra "bem" concebeu-se
e os deuses e gurus perspicazes
perscrutaram o amor apaziguador
e inventaram o perdão e a impassividade
como forma de salvação.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Lua febril
presença querida
dorme e ascende
elevadas virtudes
sonha comigo
destino onírico
que conduz
ao delírio.