quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

infinitudes.


O lençol é manso
e o rio é fluído
Nós, tênues espelhos
                         de vapor de sombras
reflexos cinético-espontâneos

nossos
fios de conduta
tecendo frágeis tramas
advertindo proclama:

existem eras
promessas consagradas
que consolam e agregam
o aqui e agora ou o porvir eterno
    A prole
    O Pranto
A Planta sacra
germinando
no roto
da rima
Nódoa que brilha
Carisma
Dolo nó tolo
engodo de parasita
energiza e reclama
o que está acima e o que está abaixo
o reconhecimento
o agradecimento
o desprendimento final

As escolhas são pra sempre e o infinito
 tem olhos
   ..........

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OjO


Por hora farei mistério quanto a origem e o significado desta imagem acima desenhada por mim, no entanto adianto que ela me apareceu em sonho ou em algum estado de consciência parecido. 
Peço solicitamente ao meu público leitor, que se caso alguém já o tenha visto ou faça qualquer associação a ele, que se manifeste ou me procure por email ou msn para conversarmos melhor a respeito.
Acompanho este post com uma pergunta aberta e destinada à vocês:

O que se sonha é seu?

EGO-OJO-EGO-OJO-EGO-OJO-EGO
OJO-EGO-OJO-EGO-OJO-EGO-OJO

                                                                                                  Atenciosamente, 

                                                                                                    Flávia Amaro



" Todo abismo é navegável a barquinhos de papel."

                                                            Guimarães Rosa

                                                               Tutaméia – Terceiras Estórias


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Domingo no ninho


Instantes relevantes


Quero falar de amor e de virtudes reais, emitir todos os símbolos mundanos em processo, assumir as falhas, contornar os entraves e encarar de forma resoluta os laços que me cercam para além dos escolhidos, cumprir meu carma, assinar meu signo.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

fio de corte- pedra fundida

como se quisesse
ou como se pudesse
como?
me desligar...
roda do sofrimento budista, reencarnações espíritas
ectoplasmas, enganos, sortilégios, encantos
do eterno retorno
ainda que desloque
sou e vou estar
e continuar sendo
sinto
até quando?
não sei quanto
ainda sendo
ser serei
em essência psique
forma de desgarrar não há
perecer
em consciência  adormecida...
estamos fadados a sermos nós mesmos pra sempre,
por eras e eras a fio.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Esta noite não consegui dormir direito, sonhos vivos me contorciam
a poesia não confunde a contundente perspicácia de uma abstração sutil
pelo parco pensamento pesado, como quem pensa para falar em línguas
faca amolada de dois gumes: interpreto e sou interpretada
Reconheço-te!
naquele instante em que leves brumas suspensas em minha mão bailavam
quando meus olhos hesitantes em acompanhar
os balbucios dormentes
e as fontes cintilantes rodeadas de lírios e pássaros assoviando
iluminavam e continham
Num corte diametral: metade eu. (Metade quem?você?) Extensão de imaginação
difícil. Parecem enigmas das mais elaboradas qualidades. Simbologias.

Não, São Paulo não me cativou nesse ano. Para mim, privilégio não é estar onde “todo mundo está”, mas estar em um lugar onde se pode, num ...