“No homem cordial, a vida em sociedade é, de certo modo, uma
verdadeira libertação do pavor que ele sente em viver consigo mesmo, em
apoiar-se sobre si próprio em todas as circunstâncias da existência. Sua
maneira de expansão para com os outros reduz o indivíduo, cada vez mais, à
parcela social, periférica, que no brasileiro - como bom americano - tende a
ser a que mais importa. Ela é antes um viver nos outros. Foi a esse tipo humano
que se dirigiu Nietzsche, quando disse: “Vosso
mau amor de vós mesmos vos faz do isolamento um cativeiro”. (HOLANDA,
Sérgio Buarque de, p. 53, 2012)
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