terça-feira, 7 de maio de 2013


Nenhum dia passado sob o sol, embaixo de uma árvore, à beira de uma água que corre terá sido em vão, qualquer folha que cai traz consigo a noção do tempo perdido e do tempo potência de criação/destruição. Até mesmo o quase imperceptível estalar do prado que se converte em dourado no tempo do vento solto se sente inerente à terra que o conforta em ciclos. E quando se contempla a natureza se está no aqui e agora, na necessidade ontológica que ancora os corações em busca. E quando a abóbada celeste se abre a um olhar/palavra sensível, atento às nuances de luzes que se ascendem e dançam no sutil cosmos engatilhado de significações, o silêncio se irmana ao amor sóbrio à sombra do sono oculto.
Que todo organismo encontre seu fluxo e o respeite e o enfrente, posto que é dissolúvel, mas que siga seu rumo, seu trânsito noturno. No onírico domínio das fábulas e verossimilhanças, seu destino total, de sal, posto que é lagrima e não se cristaliza, mas escorre até o peito percurso rumo ao primordial e elementar existir- oceano profundo.

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