quinta-feira, 25 de maio de 2017




Para sentir o céu e sonhar a pedra
é preciso adormecer na vibração mineral
alcançar a vacuidade de seu abismo sonoro
e se lançar ao pertencer da mata fresca
suavizar feito gota de orvalho na asa da borboleta
e esticar raízes ao suspender altares alados
sobre as copas solares das árvores antigas
reconhecer os poentes de orientação
ascender e enternecer junto ao pulsar
do movimento da natureza sagrada-
matriarca do vale branco
de tantas estrelas cantantes e cadentes
curiosas em saber seu som sereno
desvendar seus mistérios milenares
e silenciar em flores naturais





Residência artística- Travessia de Pedra






















A árvore impermanente
lançou seus galhos ao altar das horas
sob o vento balouçam silentes
invernos, outonos, primaveras e verões
nada é em vão



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Da série: Encostos contorcionistas

Quem é ele que de dentro ecoa?
que desde fora me chacoalha?
animosidades anímicas de reciprocidade
na fogueira das paixões habitantes descorporificados
lançam feixes de lenha
e queima, queima à inerência
queima à impassividade
arde à impermanência
transpõe à inatividade e ilumina
e sobe e ascende
Que assim seja!