domingo, 31 de julho de 2016

Como teu quimérico pensamento reage?



à exatidão do amor

Mostrar as garras seria ferir a presa
Enquanto comunicam-se tempestades de flores na minha mesa
girando no ventre dos peixes que choram
lágrimas de estrelas

sou a ponta firme que te abandonou

na noite escura,
mas não se apagou
de seu lume ficou
faíscas de aço

Posso te possuir
? no obtuso da esquiva
invertida e sinistra
serenar a ferida
aberta entre a pequena pedra de corte
e a desobsessão da espera
onde nenhuma perda
é inteira!


Desde dentro dos meus tímpanos
desde os confins mais remotos e antigos
desde um reconhecimento brutal
desde um oposto lado
desde o interior dos poros
ouço-te e iço-te  
(pensamento)
aberto
da unidade


Eu te mandaria uma carta dizendo:
 _ querido Estocolmo
não posso querer sem nada, sou apenas
a síndrome de um sonho

verto minhas próprias vertigens em versos
-desfiladeiros de subjeção

e entonteço...

chegam nada mais que os vapores
da subjugação

que me permeiam as horas


mas ainda assim
desmaio e renasço
de amores


sábado, 30 de julho de 2016

Te vi como anjo andrógino
pintado de dourado
num horizonte longínquo,
onde pequenos prismas cintilavam
numa espécie de praia sem mar
num horizonte sem fim

sua cabeça era de aquário e dentro dele havia um único peixe
feito em formas geométricas

cavaleiro das galáxias
que ouve Schuman
e escuta os chamados interligados
comunicando imagens de
fios, de flamas e feridas
abertas
             da indecisão


domingo, 24 de julho de 2016

Drama de acoplamento
astral
Chama gêmea
faz-me rir!
posso possuir?! Possesso possessor?

Não estou sujeita a todas as suas determinações


Procuro sorrir pras paredes
enquanto o cão morde meu calcanhar

Sua palavra me impregnou
posso sentir na pele e
na respiração

domino técnicas de impressão

terça-feira, 19 de julho de 2016

Nada precisa ser dito
quando o que importa é o sentido experimentado

o que fica para além do arrepio
é sugestão nos tímpanos

imaginação orgânica expandindo
desde dentro