terça-feira, 7 de junho de 2016

pensamento, corpo e palavra



meu corpo pensa a palavra
como quem escava com os dentes a própria cova
enquanto me afetam pulsões nevrálgicas
da quente carne – potência de pequenas mortes

me entrego afoita ao algoz- tempo
silêncio que incinera as vontades
e me refaço
sozinha
centelha d’água

a cada pegada
o úmido perigo
dos poros inflamáveis

círculos de força
e a função essencial do movimento
reestabelecer os vínculos
sentimentos peremptórios

distinguir os resquícios das ruínas transpostas
estabelecer novas e sólidas construções

é superado o intervalo de indeterminação


Um comentário:

  1. É ESSE!
    "distinguir os resquícios das ruínas transpostas
    estabelecer novas e sólidas construções".

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