segunda-feira, 7 de julho de 2014

Silvestre porvir
guardar um sorriso
seria guardar um istmo de pureza

nas tendas da vida vacilante
voar errante e te encontrar
nos céus de rosa e azul
cintilantes

no ventre
oceanos inteiros
oscilando ondas de vibração energética

atravessamento para ínfimas impressões

meu sopro começa na palavra
semântica que extrapola nuances

manifesta no físico
feito músculo em movimento involuntário

pulsando espontâneo feito insight
no tato secreto do imponderável

o invisível revela seu deslocamento
e seu trato

Um comentário:

  1. entre a tessitura do pássaro
    e a nênia da falésia

    um púbis fervilha de escorpiões

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