terça-feira, 8 de outubro de 2013

Creio nos vapores criados por uma respiração em transe
entre a linha tênue, tudo é transponível
no quarto escuro as visões são internas
instantâneas como flashes
milésimos de segundo
de silêncio imprevisto
na preponderância da queda à 0°
imagens se formam e desaparecem
como encantamento
nas paredes palavras incandescentes
dançam fluorescentes
seus céus particulares


palavras cravam a pele
tatuam urgências
como espinhos riscantes
a coluna dorsal
da noite

vozes invisíveis vagueiam
os porões
proclamando presenças de vertigem
palavras que precisam ser transcritas

e avisam sobre as confrarias desfeitas
a preservação só existe na memória
tudo é fluxo e função

palavras plainam e pairam
me reinterpreto a partir do que leio

tudo é transmutação
e movimento

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