segunda-feira, 10 de setembro de 2012


falo baixo como quem respira alto
nossas palavras engatilhadas
ficam soltas no cosmos

nunca estou só
nem nos pensares
estou isenta de reconhecimento

cochicho comigo
e longe de mim

falo manso como quem pretende ir adiante
somente para raros e inconstantes

diamante riscando
o som que divaga
e não se prende
a nada

simplesmente gira a mesma melodia 
que é para produzir uma seqüência plausível de ressonância
dó, si, silêncio
quando não se precisa mais do tempo

escrito que entorna a escrivaninha
enquanto o vinho seco, cuida do resto


Um comentário:

  1. Estar só é muitas vezes uma escolha, pois temos a nós sempre.Parabéns.

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