sábado, 22 de setembro de 2012



à espreita da letra
numa tarde morosa
sinto um pouso suave 
na pele da coxa
tinha pequenas patas
mil olhos multifacetados
e agora não voava, andava
e a qualquer repuxar muscular
assustava, a pequena criatura e
seu delicado tato de
cócegas observáveis
eis a mosca que escapou da sopa
e me contou um segredo
eis a mosca cabível e espiã
voa faceira e discreta
em meu omoplata dispara contra
notívagos de saturno
mais insisto
sinistro
aqui sentada e concentrada num trabalho mental
sinto uma sombra dormente
primeiro inconfundivelmente dispara gasturas
depois levemente pressiona e contraí mãos e dedos
um estalo, ela persiste, um barulho
então recaio letargicamente em sonolência
o coração acelera, os pensamentos vem engatilhados
como em mudança de slides mentais
são vagas imagens
de lugares e pessoas
abstrações conexas- contextuais
interpretação de vontade e miragem
anunciadas pela presenta de um inseto magístico

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