quarta-feira, 29 de agosto de 2012

fantasmas cotidianos


Escuto seu murmúrio dissonante da mesmice que se firma nessa fluida tentativa de comunicação simultânea, sou a roldana que te iça da lembrança, só com a força do pensamento. Desde quando confirmações são válidas, desde quando submundos se expressam com seguridade? Tudo é sobreposto, e a leveza depende da vibração consentida/conseguida no arranque lúcido das horas sossegadas. E no seu tempo, sem coligações que te prendem poder voar com mais clareza, voltando sempre para o ponto em movimento de onde partiu. E assim sucessivamente, noite após noite, dia após dia.

domingo, 26 de agosto de 2012

Imaginação anímica



Existem rituais mentais

e quando todo refúgio
exprimir símbolos

signos de sortilégios,
contínuos em lúcidos
ou adormecidos domínios

há de se intuir o sensível
intersubjetivo anímico

inseparável e insubstituível
essência individual

motivadora por excelência
da pura escolha.

domingo, 12 de agosto de 2012

Metáfora da água


“Se nada em seu interior está rígido
As coisas exteriores se abrirão por si mesmas
Em movimento, assim como a água;
Quando quieto, como um espelho
Responde como um eco.”

                                   Chuang-tzu

sábado, 11 de agosto de 2012

Vértices de luz


Naquelas matas inclinadas, me equilibrando na ponta de uma pedra presa por raízes magnéticas. Imantadas pelo magma da Terra esfriada, inerte e mineral, que tantos dias se energizando no calor do sol, agora irradia por raízes invisíveis de um dourado líquido que corre por entre essas veias de fluxo contínuo e desemboca no cardíaco pulsante forte. Emoção e vislumbrança.

Quando os morros ganham um contorno azul e branco intenso, brilhando encantamentos.

E a água corre seivas de chuva e de natureza vegetal, fertilizando todas as vidas incandescentes e multiplicando luminosidade,
Gira uma roda de Rosa dos Ventos!
Vértices rápidos de luz.