terça-feira, 29 de maio de 2012

Isso para quando em sonho corro e não saio do lugar


Nem com toda transcendência
se preenche
Rabo de olho e raio de alcance
e numa gradação permissiva
os encaixes não se dão completamente
E tudo fica projetado
como escudo, adorno ou extensão parasita
de letárgica entrega sangue suga
numa morosidade de mosca que passeia na perna
e onde qualquer ato abrupto assusta espantando
todo sopro, arrepio ou encanto

Era necessário virar uma estátua de vigília
Espanta alho de vampiro
espelho falho
funil de luzes e sombras
redemoinho
para que a cada segundo de eternidade
uma lembrança inteligível
resguardasse
selvagem
meu tino sensível
e me guiasse no escuro
ainda que em desatino
para a fonte luminosa de todos os poros
holísticos escritos.

2 comentários:

  1. Olá,
    boa noite.
    Muito interessante esta selvageria sensívelque se vê, ainda, no "espelho falho": ventania ou travessia.
    É bom de ler.
    Abraço.
    Gilson.

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  2. Obrigada Gilson, seja sempre bem vindo.

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