sábado, 31 de dezembro de 2011


Quando você finalmente sai de sua zona de conforto e propositalmente se coloca em situações que desafiam essa circunstância, surpresas incríveis podem acontecer. 
E nesse sentido cada vez mais me convenço que rótulos identitários e tipificações são artifícios fracos para se conhecer alguém. 
Sem dúvida as aparências enganam, é preciso desmistificar pré-noções e se permitir. 
E que venham as contradições, porque a vida é descoberta!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


Agora entendo,
                               ou quase nada...
roldanas que sustentavam e dirigiam por extensão de pensamento forte
(Hipnose/ abdução)
.
.
.
Seu nome se destacando do infinito complementar
em movimento circular
                                           em  linha que não se desfaz

desenhando espirais abissais
em noite de estrelas aladas
e círculo celeste de fogo
queimando seu ciúme, seu receio, seu orgulho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011



Sombra de avenca em fresca tarde de varanda
precipitação de galhos de árvores ancestrais
cujas raízes arraigadas extrapolavam os limites do perceptível
por dentro da terra- capilaridades energéticas
abertura de portais policromo.





Um espelho –reflexos de firmamento
E como é bom caminhar nas nuvens
depois de uma tarde de chuva com sol

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Criolo comentando suas percepções acerca do risco alimentar e da perda das fontes originais de referência:


"Cream cheese? No temaki?
Vamos fazer essa analogia bobinha. Meteram cream cheese no temaki, sabe o que isso significa? Que toda arte milenar que envolve esse prato, toda a cultura, a história dessas pessoas... não importa. Porque o que interessa é vender. Não tá ligado na tradição, na origem das coisas, não gostou do sabor? Mete cream cheese no bagulho. E assim vai indo tudo. E a gente consome. Esse é o risco quando massificam qualquer coisa. Quando essa informação da origem, da verdade das coisas não chega, em vez de bater em quem não recebeu a informação e consome, tem que questionar quem não deixou essa informação chegar."


Criolo em entrevista para a revista Trip 
Link:http://revistatrip.uol.com.br/revista/203/paginas-negras/criolo.html

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Permitir


A música suave
da percepção sutil
penetrar e despertar 
encantamentos 
elaborados por 
encomenda astral
sua prenda de elevação
e a abertura à iniciação
sublime do pertencer esperado
e quando toda subjetividade é validada
enfrenta-se a si mesmo como quem corre sozinho
contra o tempo imensurável
e se abriga na selva escura
num lugar de estar
para merecer
 fonte de animação
 motor impulsivo pro além brilhante
de sugestão significativa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Tudo é tanto e tão pouco no trivial apelo postergado
falta tempo
sentido
de entrega

 e quando todo umbigo agoniza
na montanha russa invertida
seu nome é empenho
e orgulho
embargado

no fácil enlevo
me atrevo suave
e me deixo levar
para além de todas
as limitações materiais
..........
Tudo, absolutamente tudo pode e deve cair por terra mais cedo ou mais tarde. Vivemos da incompreensão e só ela é combustível para qualquer iluminamento.
Desde Sócrates
 E quando pacóvias observações são sua salvação.
Aí, daquele que conhece, pois reconhece um ensejo subjacente à uma espécie de compromisso.
Quanto mais se sabe, mais comprometido e quão mais ignorante, mais propenso a desfrutar da frugalidade virtual denominada por alguns de felicidade.
Pensar numa eterna batalha, de quem contra quem especificamente? O universo não é tão dual- maniqueísta, assim.  São tantas confluências num jaez de incerteza edificante.
Penso na confraria do segundo andar fronte ao matagal e ao rio turvo cuja plataforma flutuante se torna o charme do inferninho.
Como quem evita o desfalecimento e se entrega à certeza de um preterir.


Durante milênios os homens estudaram as interferências dos astros em seu cotidiano, fixando a partir de seus desdobramentos cinéticos significações relevantes como o calendário sagrado e profano.
Para além da esfera rotatória, na qual estamos aparentemente associados, existem outras energias condensadas em movimento e interação- estrelas, satélites. Além dos buracos negros, cuja animação imprevista pode atuar através da sucção e transportar através de portais escuros para outros tempos e espaços do cosmos infinito.
.........................
E quando a percepção vacila,
(são no mínimo quatro dimensões em interação direta)
Há de se ter compreensão, paciência e resignação.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Para além da experiência

Alto lá! Reconheço mentes resignadas, firmes num propósito investigativo em vias de efetivação de novas formas de comunicação estendida.

E quando os poetas se atrevem a se deixar levar pela imaginação e são contemplados com o inesperado reminiscente a um universal mecanismo de interação ampliada em cosmos integrado- participativo.  A sensibilidade intuída/induzida se torna fluida.

Tratam-se de mentes fortes, que apesar da evidente capacidade de vaguear procurando refúgios seja em becos mundanos citadinos, seja em extensões de natureza ampla e selvagem, permanecem com um pé aqui e outro lá.
Projetam- postulam e postergam.

Considero todos os processos, os rompantes, o afinamento das capacidades intuitivas em processo de reconhecimento.

Nenhuma experiência pode ser considerada desnecessária, do mais ínfimo gesto cotidiano há de se recuperar evidências perdidas.
E que venha o transcorrer do dia frente às interações flexíveis
                                                                     ..........................

I

Quando seu nome é proferido no interno juízo que tudo reprime
quase posso sentir seus molares cravados na minha jugular
ímã de magnetismo além de outros minerais
comendo poeira na bifurcação de possibilidades duais:
entre o SIM e o NÃO
A cruz e o transverso
poente de asfalto e rosa esfera crescente
direções centrais
anelares como pulmões em demanda de ar
Movidos por toda incompreensão
Salvos por toda sorte de hesitação
Arrego no inconformismo generalizado
na falta de toque e traquejo
no meu destemperamento e virtualidade honrosa
abaixo os hipócritas até que minha alma arda sozinha
se todos fossem estacas não seríamos imóveis
não existem raízes e ruínas são vagas.
Alegorias são paragens
absortas.
             .
             .

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


I
Suave centelha
rasga e resgata
céu de anis estrelado

II
sereno
e segredo suspenso
no salgado
silente
(minas de lágrimas)

III
entre o musgo e a rocha
ruínas circulares
Gárgulas, castiçais, guindastes
Garrafas e mapas
Manuscritos à pena da caneta
Oriente
rumo de navegação!

IV
Embarca inocente
Desvia da rota
Quando no trivial da rotina
Desbota.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

estratosfera


texturas sensíveis em doce dilúvio
sal de água do mar
delírio de cachoeira
ninfa de aguaceira
lírio de rio
sol em flâmulas
teias de aranhas
atrás dos montes vermelhos
prismas e pranas
convivas ambíguos
cratera chamando em assovios
todos os giros
da intuição aos fenômenos
ferrugem, barro cru, vinho tinto ou vaga-lume
alimento de abismo
pelas entranhas
imantadas
da Terra à estratosfera.




Trem limítrofe
divisa sublime
diferenciar
Os campos do sonho
das trilhas subjetivas
submersas em terrenos alagadiços

sábado, 3 de dezembro de 2011


"É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante."

Nietzsche, em Assim falou Zaratustra

A bailarina  da caixinha de música
girava no centro de um vinil negro como a noite
riscado à diamante de minas sucumbidas
pela carestia contornada
dentro da pirâmide 3D
Pink Floyd ancestral
oscilando em interferências sonoras
e vagando a esmo como num tapete -disco-rígido- voador
esvoaçava véus de odalisca milenar

silver
silvestre

uma tarde na taverna junto aos bêbados
e seu espírito se dissipou aos 21
foi levado em cortejo poético
por anjos tortos

Um dia...
tomada, emitia palavras
como alfinetadas para o nada
absoluto na mente deslumbrada e quando se acorda cedo
estrelas cintilantes de adorno nos olhos blind estão fincadas

e   de pois

rir de tudo isso como quem
assiste a um felino brincar
enrolando-se num novelo de
microcapilaridades sensíveis

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Assumi na estanca
algibeira
de pó e pedra
estaqueira
(Clavícula)

Tônus
de ribanceira
cascalho

aprumando
estaca de cedro

entalhada
no suspiro
singelo
da sustentação

em suspensão