domingo, 4 de setembro de 2011

margaridas envergadas


Jaz silente na compulsão da mente que se apreça mais que outras ordens
simultâneos domínios protelados na supremacia do imaginário construtor
organicidades acesas ou adormecidas
nada ao fracasso dos dias
pretensão de existir
apenas pelo fato em si

Ah! Ofegante ser vivente – que se preenche de ar nas narinas como em brisa suave ou fumaça pesada de caminhão e fábricas. O horizonte à frente é escolha, enjaulado ou em perder de vista. Perspectiva turva demanda instinto de sobrevivência e imaginação.
Alienadas tomadas de decisão, pois não se move nada, tudo é reprodução em alguma escala
sempre existiram os donos do discurso e sempre existirá a massa de manobra

Caos seco de envergadura
mundanas trivialidades jogadas nas costas
numa atitude de resolver e relacionar
aprisionamento  postergado ?
margaridas amarelas e girassóis

3 comentários:

  1. Gostei mesmo, a pespectiva sombria com a qual coloca imagens que purgam dentro do leitor
    belo, magnifico
    abraços

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  2. Obrigada, meu método é meio empírico meio intuído não sei ao certo, mas às vezes tenho a impressão que só valorizo aquele escrito que vem inteiro no impulso. Agradeço os comentários, é bom saber que vocês gostam. Abraços.

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