terça-feira, 20 de setembro de 2011

Titerismo

Despertara abrupta
como num salto no instante fugidio
corria, corria e não saia do lugar (imagem entre o sono e o sonho)
o segundo
a preponderância
a ânsia salutar

dos bancos e palanques universitários
aos porcos e os abatedouros
as perolas atiradas displicentemente
as flores já quase murchas
as ilhas

janelas e identidades trincadas
trincheiras de afirmação
translação- turbulência
transferências

Pavilhão vago
povoado apenas por sombras
eram galerias vazias
com vernissages fantasma

Pandemônio
Palavrório
              Panis
                        at
                               Circense

A lona armada
os amendoins
arlequins alegóricos
máscaras atemorizadas

Torniquete de alçapão
roldana de sustentação

Títeres de tecituras
tramas
novelhos- novilhos
(Carne de vitela)

Moinhos
Valetes de paus
flautas medievais
sacrifício na praça central
em meio a multidão catártica 
Dizendo: degola!

_Pelas barbas de Ozama!
Cortejos de Harley- Davidson´s seguem
De Jimi Hendrix à Nirvana
E A RODA DO SOFRIMENTO
Da qual não se escapa e pode-se voltar uma vespa?!


Um comentário:

  1. outubro: os corvos do meu céu


    luminárias devem cintilar
    a solidão da noite
    de luz insólita

    antes de cair dos céus
    olharia as sombras
    das tormentas

    - transformadas em sonhos -

    mas deixo
    que o falso dia
    penetre pelas fenestras
    volitando pigmentos
    pelos lábios petrificados

    exponho
    um seio da face ao sol
    elevo-me à razão do pulso
    que acelera (a)o ritmo dos passos
    até o último instante

    tão tênue
    que eu passo
    a desafiar o tempo
    do vento mais antigo
    e intrigante

    ouço dizer que os anos
    podem alterar rumos
    e muitos anos - o horizonte -

    o olhar que arremessei
    aos céus nesta noite
    não (a)tingiu o coração


    www.escarceunario.blogspot.com

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