segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sândalo


Seus olhos abriram sendas
na  escuridão abissal
acendendo os sentidos
em faíscas de encantamento

sentinelas de raridade
umidade de jorrar das fendas
emotivas retinas em bailados cintilantes de reconhecer

calor do tato
 língua, saliva e suor
do seu umbigo-gema da terra a esmeralda
dos seus rijos de despertar fortalezas de içar
seus pés raízes de pertencer e firmar- sustentação de leveza
como dança tribal ancestral que treme de transe
que sua de sumo ao apertar entre as cochas- perdição
dos seus braços desfiladeiros de me atirar
do seu colo meu cais de arpoar
de adormecer no meu leito- seu peito
 e enfeitar seu pêlo com eriçar
seus cabelos cafuné de marés embaladas
algas marinhas num padedê mágico
de entrelaçar e ascender às constelações
comoção de contenção
ilusão de contentamento
as estrelas e o firmamento


semente de sândalo
ao pé do ouvido e sussurro


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