domingo, 7 de agosto de 2011

Imagem: meta ledz/ deviantart


Bruxa cega
ceifados humores...
presa em  grotões profundos,


sedimentados e cobertos por teias de aranhas,
seus esforços foram em vão, sua súplica não for sequer contestada
se perdeu na covardia pequena- da boca pequena- da falta de iniciativa

reclamo o atordoar das idéias distraídas, dos nós séquitos de nódoas ardentes
dos processos subseqüentes e falíveis – passivamente protelados, como quem mastiga a própria língua, como quem engana a própria sorte, como quem desmerece a poesia, como quem comete a heresia da escolha, como quem finge não ser sendo inevitável. Vicissitudes do incontestável rumor ancestral, que trouxe imagens e símbolos de um outro recorte de plano astral desde momentos remotos situados em confins- portinholas da memória.

Tenho a paciência e a compaixão do oceano-pretensão de espera
 pretensão de esferas complementares/
 de intragável cumplicidade aos olhos alheios

sua esquiva a envolve num casulo caótico de reverência postular e entrega a fatalidade
dos dias....

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