terça-feira, 19 de abril de 2011

acima dos trópicos

Peguei-me de relance pensando sobre dimensões inimagináveis da troca. como quebras de continuidades que se mostram agora contínuas. senti estilhaços do que foram fragmentos desconexos sobrepostos suavemente como vereditos irrefutáveis. trazendo o palpitar para a ponta dos dedos e o desacelerar nocivo da iluminação nas vísceras para outras vértebras (arrepio súbito dorsal).
 Alguém em algum recanto decifrava os manuscritos renovados, alguém compartilhava o testemunho das anti-visões deturpadas e enternecidas pela falsidade anteposta, ilusão cotidiana.
Soavam como pequenos sinais dispersos ao longo de letras dislexas, manifestando conexões que vão além de fios e ciber atualizações, pretensão ou possibilidade?
Até que ponto um contundente acionamento da memória pode ter força extraordinária? Como saber que quando penso forte é porque pensas forte também? Logo você que nem conheço? É possível uma conexão telepática apática? Ou não passa de mera projeção? quando escrevo observo detalhes impressos em divagações nostálgicas, recantos encobertos por grossa folhagem tropical. Umidade relativa, medida nas envergaduras flexíveis e estanque em velhas prosopopéias.
Eu tinha certeza que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria. Indução? Intuição? Não sabia...
Vertigem ardilosa de quem esperava ainda mais clareza. A verdade é que se criam expectativas de todas as ordens e elas são incapazes de controlar nossa própria corrupção. Autoboicote desenfreado: só mais um dia, de um dia não passa.
E há de ter paciência e senso de direção para transitar nesse labirinto de perdição oponente.
A fumaça daquele cachimbo inebriante não te dizia respeito, não sentia o hálito de fronte, nem de perto. um espelho convexo não hesitava em a afastar dos desmandos de fáceis promessas.
Mas naquele tempo o que queríamos já estava de bom tamanho,  era só transpiração para nossos versos.

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