sábado, 18 de dezembro de 2010

Auto-observação contínua...



Minha vida se alterna em fases diametralmente opostas. A expressão "ciclo" na minha opnião pressupõe a idéia de um processo, com um início definido, um desenrolar dos fatos com o conseqüente término de uma determinada etapa de vida. Os ciclos são circuitos fechados e que se findam, já as fases ao contrário, estão abertas, sujeitas a constante mutação e oscilam sem regularidade previsível.

Com relação à alternância em fases, creio não poder atribuir à esta característica intrínseca do meu comportamento motivações de ordens externas, nem tampouco estritamente internas.
Nesse complexo e infindável processo razão, emoção e uma subjetividade intersubjetiva se articulam para fixar minha conduta social regulada por determinados períodos inscritos no tempo- espaço.

Geralmente altero fases intensas, como a que eu venho atravessando agora por exemplo. Onde estou mais centrada, mais voltada a um recolhimento e reclusão domiciliar voluntária, de canalização da minha atenção num determinado esquema. Daí ,quando percebo esse foco já se tornou fundamental, como se eu tivesse nascido para executar tal função. Nessas fases, geralmente me pego conversando com os meus amigos apenas sobre o assunto que se tornou foco do meu interesse no momento. Não existe um meio termo. Dificilmente consigo agregar vários interesses num só recorte de momento existencial. E o pior disso tudo é que, se meu interesse muda, essa fase fica aberta e ininterrupta.

Mas felizmente tenho conseguido alguns progressos nesse sentido e transposto de vez várias questões. A finalização desses ciclos foram importantes para o despertar de novas realidades.

É preciso haver morte para haver vida. Das cinzas nasce uma fênix fortalecida.
Continuo....

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